Consumo já supera capacidade do Planetab>

02/11/2006

Luanda Nera

Uma previsão nada otimista foi divulgada pela rede internacional WWF, uma das principais entidades ambientalistas do mundo: até 2050, a Humanidade consumirá perigosamente 2 vezes mais recursos que o Planeta pode gerar por ano. A degradação dos ecossistemas naturais acontece num nível sem precedentes na história.

A constatação aparece no Relatório Planeta Vivo 2006, publicado a cada 2 anos, resultado de um trabalho conjunto entre os escritórios da rede em diversos países. É a 6ª edição do material, que reúne diferentes dados que compilam 2 indicadores do bem-estar da Terra. O primeiro é o índice Planeta Vivo, que avalia a biodiversidade. O segundo índice, a ’pegada ecológica’, mede a demanda da Humanidade sobre a biosfera (quantos hectares uma pessoa necessita para produzir o que consome por ano).

Os números confirmam a tendência preocupante já registrada nas edições anteriores do relatório. Em 33 anos , houve redução em um terço das populações de espécies de vertebrados. Ao mesmo tempo, a ’pegada ecológica’ da Humanidade aumentou, com a demanda 25% maior do que a oferta de recursos.

A saída é a pressão da sociedade

’O processo civilizatório instituído no Planeta pela espécie humana nos últimos 10 mil anos instaurou uma verdadeira máquina de destruição que vem crescendo em progressão geométrica’. A declaração enfática é de Miriam Duailibi, coordenadora-geral do Instituto Ecoar, ativista ambiental há 25 anos.Ela comentou o Relatório Planeta Vivo 2006, do WWF, lembrando que os padrões desenhados desde a Revolução Industrial continuam ’em pleno vigor, apesar de já não haver dúvida sobre as dramáticas conseqüências que a perda da biodiversidade e o aquecimento global podem significar’.

A especialista destacou que diversas alternativas vêm sendo estudadas no mundo todo para evitar que a temperatura média da Terra suba mais do que os 2 graus considerados suportáveis. Porém, ela faz uma crítica contundente: ’Muito pouco tem sido feito para informar a população sobre o aquecimento global e suas conseqüências. As pessoas não têm chance de perceber a conexão entre a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a intensificação dos fenômenos climáticos como furacões, secas, enchentes.’

Miriam Duailibi também destacou a participação positiva do Brasil nesse processo: ’O País tem feito um enorme esforço para combater o desmatamento, que vem caindo há 2 anos. Nossos métodos agrícolas estão se voltando para o plantio direto (que ajuda a fixar carbono no solo) e somos pioneiros na produção de biocombustíveis.’

Mesmo assim, ela acredita que ainda há muito o que fazer: ’Apenas a mobilização da sociedade civil planetária pode pressionar os governos e as empresas de todo o mundo para a reversão deste quadro.’

Fonte: Jornal da Tarde / Opinião

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