Especialistas defendem educação para a conscientização ambiental

17/10/2007

Participantes de audiência na Comissão Mista de Mudanças Climáticas debatem propostas para que o país possa aliar crescimento econômico com inclusão social e preservação do meio ambiente


O Brasil está retomando o ciclo de desenvolvimento econômico depois de quase duas décadas de estagnação. O grande desafio agora é aliar crescimento com inclusão social, com a manutenção dos valores democráticos e principalmente com a preservação ambiental, ação que passa pela educação. Também é preciso conscientizar a população que cresceu acreditando na "eternidade" dos recursos naturais. Essas são algumas das conclusões da reunião da Comissão Mista de Mudanças Climáticas, realizada ontem.

– A reconstrução da rede social capilar das escolas é que leva a essa consciência – destacou Hamilton Pereira, secretário de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Para formar essa conscientização, explicou Hamilton, uma das ações do ministério é a criação do Sistema Nacional de Educação Ambiental (Sisnea), a partir da Política Nacional de Educação Ambiental em vigor.

O diretor de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, disse que educação ambiental não se faz só com informação, mas com mudança de valores e comportamento. "O Sistema Nacional de Educação Ambiental deve ser articulado, e dialogar com todos os outros sistemas", salientou.

Rachel Trajber, coordenadora geral de Educação Ambiental do MMA, explicou como o trabalho conjunto com o Ministério da Educação deve ajudar na mudança de valores, a partir de ações de educação difusas, com conferências e mobilização em cursos de formação continuada.

Ela também aposta na realização de conferências nas escolas e na efetivação da 3ª Conferência Nacional Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, em 2008, um processo de mobilização para a formação de comunidades sustentáveis.

Já a coordenadora do Laboratório de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Eda Tassara, acrescentou ainda que as chamadas "forças catastróficas", que causam alarde sobre as conseqüências do aquecimento, não ajudam a compreender o "papel de cada um para a resolução do problema".

Miriam Duailibi, coordenadora-geral do Instituto Ecoar para Cidadania, apresentou a teoria do triângulo de estabilização, cálculos que determinam a diminuição drástica das emissões de gases causadores do efeito estufa, como o CO2. "Se as emissões não forem cortadas em 50%, a Terra se aquecerá até 2050 em mais de dois graus centígrados, o que seria insuportável", explicou.

Vice-presidente

Durante a reunião, o senador Magno Malta (PR-ES) foi eleito por aclamação o novo vice-presidente da comissão. Com a licença de Fernando Collor (PTB-AL), o cargo havia ficado vago.

Também foram aprovados dois requerimentos: o primeiro, de Renato Casagrande (PSB-ES), solicita uma audiência pública para que o Brasil assuma metas de redução de emissões de CO2 a partir de 2012, quando acaba a primeira fase das resoluções do Protocolo de Kyoto.

O segundo, do deputado Rodrigo Rollemberg, pede audiência com representantes do Ministério Público do Pará, da Companhia Vale do Rio Doce e do governo do estado do Pará para discutir a instalação de uma termelétrica em Barcarena (PA).

Fonte: Jornal do Senado


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