Mudanças climáticas agravaram os desastres naturiais, segundo companhia de resseguros

31/12/2008

A companhia de resseguros Munich Re, uma das maiores do mundo no setor, disse que o ano de 2008 foi um dos mais devastadores de todos os tempos, devido ao grande volume de perdas provocadas por desastres naturais. Segundo a empresa, mais de 220 mil pessoas morreram em todo o mundo vítimas de desastres naturais em 2008. As perdas financeiras totalizaram cerca de US$ 200 bilhões em 2008, bem acima dos US$ 82 bilhões registrados em 2007.

Para a Munich Re, as mudanças climáticas colaboraram para esse quadro, agravando os efeitos de enchentes e furacões. Por isso, seus dirigentes cobram das autoridades mais esforços para o controle das emissões de gases do efeito estufa.

— O aquecimento global é uma realidade e muito provavelmente ele já está contribuindo para eventos climáticos extremos — declarou Torsten Jeworrek, um dos diretores da empresa. — Se não fizermos nada agora contra as mudanças climáticas, as futuras gerações pagarão um alto preço por isso.

Segundo a empresa, o número de desastres naturais ocorridos em 2008 foi menor do que o de 2007, caindo de 960 para 750. No entanto, os eventos registrados em 2008 tiveram um impacto mais devastador, tanto em perdas humanas como materiais.

A Munich Re afirma que as perdas provocadas por catástrofes relacionadas ao clima fizeram de 2008 o terceiro ano mais caro, superado apenas por 2005 (quando o furacão Katrina atingiu Nova Orleans) e 1995 (ano do terremoto em Kobe, no Japão).

O ano com o maior volume de perdas financeiras, segundo a resseguradora, foi 2005, com US$ 232 bilhões.

Número de ciclones tropicais aumentou Segundo especialistas, o número de ciclones tropicais no Atlântico Norte em 2008 foi bem maior do que a média. O evento que custou mais caro, em termos de pagamento de seguros, foi a passagem do furacão Ike pelo Golfo do México, em setembro, com perdas calculadas em US$ 30 bilhões.

As maiores perdas humanas foram registradas na passagem do ciclone Nargis, que atingiu Mianmar em maio, e no terremoto que sacudiu a província chinesa de Sichuan, no mesmo mês.

Em ambos, a maioria das perdas não estava segurada.

— 2008 confirmou a importância de analisarmos riscos como as mudanças climáticas em todos os seus ângulos — assegurou Jeworrek


Veículo: O Globo
Seção: O Globo Digital
Data: 31/12/2008
Estado: RJ
Hora: 02:10:18
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