As novas perdas da Amazônia

23/01/2009

Veículo: www.oeco.com.br
Seção: salada verde
Data: 23/12/2008
Hora: 00:01
Comentários: Eduardo Quartim, Coordenador de Projetos do Instituto Ecoar.

Os novos números do não-governamental Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia/PA) revelam uma redução de 94% e de 27% no desmatamento da Amazônia nos meses de novembro e dezembro do ano passado, respectivamente. A perda acumulada de florestas no período foi de 111 quilômetros quadrados (Km2). Entre agosto e o último mês de 2008, as derrubadas foram de 635 Km2, o que representa uma queda de 82% na taxa se comparada com o mesmo período do ano anterior, quando 3.433 Km2 tombaram.


Apesar do desmatamento em baixa no período, os estados do Pará, Rondônia e Mato Grosso seguem liderando as derrubadas, tanto em novembro quanto em dezembro de 2008. Cortes também foram registrados no Acre e Amazonas. Isso que a cobertura de nuves estava pesada durante as análises, vendando em média 70% da região. Conforme o Imazon, nos dois últimos meses do ano passado foram degradados 69 Km2 na Amazônia, por "intensa exploração madeireira e ou (...) fogo (...) de várias intensidades". Quase tudo no Mato Grosso.

A crise econômica é apontada por especialistas como principal freio no desmatamento.

Clique aqui e confira o boletim completo.

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Comentários: Eduardo Quartim, coordenador de projetos do Instituto Ecoar

Ao que tudo indica a desaceleração econômica e a recessão que atinge fortemente os EUA, Europa e Japão, além de seus efeitos indiretos no mercado interno, foram os principais motivos para a desaceleração do desmatamento na Amazônia nos dois últimos meses do ano passado. Deve-se ponderar, porém que as medições foram bastante prejudicadas durante estes dois meses pela forte presença de nuvens nas áreas cobertas pelos satélites que realizam o levantamento (68% em novembro e 73% em dezembro). Portanto, apesar da tendência real de redução do desmatamento na maioria dos estados, a medição pode ter sido subestimada devido a fatores que impediram a aferição do desmatamento em área total.

Em se comparando os desmatamentos no período de agosto a dezembro de 2007 com o mesmo período em 2008, as quedas foram realmente expressivas em quase todos estados da Amazônia Legal exceto nos estados do Acre e Roraima que apresentaram incremento de 13% e 45% respectivamente; Amazonas e Amapá apresentaram o mesmo valor nos dois períodos. Outro dado importante é de que a grande maioria dos focos de desmatamento identificada é em áreas privadas e de assentamento da reforma agrária.

Esta desaceleração do mercado pode ser uma grande oportunidade para que governos e empresas voltem-se para o rompimento do paradigma do desenvolvimento predatório e insustentável para uma nova alternativa alinhada com princípios de sustentabilidade e distribuição de renda, pois, se nada for feito, assim que a economia mundial voltar aos trilhos veremos o crescimento exponencial do desmatamento na Amazônia e o avanço desordenado da fronteira agrícola sobre a exuberante e frágil floresta tropical .





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